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As the UN's global development network, UNDP is at the forefront of today's development dialogue in championing the poor and disadvantaged. Our focus is on providing developing countries with knowledge-based consulting services and building national, regional and global coalitions for change. Quarta de Empregos. 15 setembro 2020. Assuntos da ONU. O Sistema das Nações Unidas apresenta oportunidades de trabalho da semana de 16 de setembro de 2020. Saiba como concorrer em países de língua portuguesa como Angola, Moçambique e Timor-Leste. Conheça ainda as vagas disponíveis em outros escritórios da organização que aparecem em ... Para mais informações, novas vagas abertas e candidaturas você deve aceder a bolsa de empregos da UN Moçambique.Não perca esta oportunidade de trabalhar numa organização internacional reconhecida em todo o mundo. Why work at UN? Who we are; What we do; Where we are; Career support; Pay and benefits : What can I do at UN? What we look for; Job Networks; Career paths; Working in the field : What are my career options? Staff categories; Young professionals programme; Competitive examinations for language professionals; Global General Service Test; Junior ... Are you passionate about world development and want to make a difference? UNDP works in more than 170 countries and territories, helping to achieve the eradication of poverty and the reduction of inequalities and exclusion. The UN Young Professionals Programme (YPP) is a recruitment initiative for talented, highly qualified professionals to start a career as an international civil servant with the UN Secretariat. It consists of an entrance examination process and professional development once those successful start their career with the UN. En Indeed puedes buscar miles de empleos en línea para encontrar tu próximo reto profesional. Contamos con herramientas para búsqueda de empleo, CV, evaluaciones de empresas y más. Empregos Empregos. Vagas. 13 Setembro 2020. Internship, UN Resident Coordinator. Data limite. 31 Dezembro 2020. Emprego de. PNUD: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Pesquisar com palavra-chave. Filtrar por. Data limite. Agência da ONU Apagar tudo ... O Sistema das Nações Unidas apresenta oportunidades de trabalho da semana de 26 de agosto de 2020. Saiba como concorrer em países de língua portuguesa como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. Conheça ainda as vagas disponíveis em outros escritórios da organização que aparecem em inglês ou francês, as línguas de trabalho das Nações Unidas.

Minha mãe provavelmente vai morrer nas próximas 12 horas

2020.09.25 20:24 FTW_gb09 Minha mãe provavelmente vai morrer nas próximas 12 horas

Olá brasileiros, vou tentar por em palavras oq sinto pois está doendo mt. Essas últimas duas semanas foram mt complicadas pq minha mãe foi internada na semana retrasada e entubada na semana passada. Mas vou começar só começo. Minha mãe teve câncer de mama a uns 2 anos atrás, tratou, ficou bem, mas teve dificuldades de encontrar um remédio q se adaptasse. Dps de um certo tempo encontrou um mt bom q usou até recentemente os marcadores de câncer falarem q não estava fazendo mais efeito. Então com isso ela precisou trocar de remédio por um novo a fudeu com o organismo dela, com isso ela teve a parar de tomar este novo remédio parar desintoxicar o organismo e fazer vários exames, porém isto levou alguns meses e nesse meio tempo ela acabou ficando sem medicamento. Da metade da quarentena pra cá ela piorou bastante, mas permanecia em casa. Até q um dia ao ir no medico ele resolveu enterna-la, passou quase uma semana internada e resolveram entuba-la, pois estava com dificuldades de respirar, mas para isso tiveram q fazer uma transfusão pois as plaquetas dela estavam mt baixas oq poderia levar a uma hemorragia. Durante esse tempo descobriram q o cancer dela pegou na medula oq explica o sistema imunológico mt baixo, mas não conseguiram explicar a deficiência respiratória, suspeitaram de cancer, bactéria, vírus, corona, entretanto não confirmaram, trataram ela para tudo ao msm tempo e de segunda pra terça ela apresentou uma pequena melhora oq nos deu esperança. Porém de ontem pra hj pelo visto ela contraiu uma bactéria hospitalar oq acabou de bagunçar td oq já estava fodido. Os médicos deram um prazo de 12 hrs para ela para saber oq vai acontecer, eles acham q ela não vai resistir, pois tds os sinais estão mt ruins: pressão baixa, dificuldade de respirar, batimentos cardíacos descontrolados e etc... Ou seja essas próximas 12 horas serão críticas com ela caminhando entre a vida e a morte. Apenas meu pai estava no hospital com ela, mas ao saber dessa notícia eu e minha irmã corremos para cá, para apoia-lo emocionalmente e passar esse momento difícil com ela. O mais complicado é q ela era a única renda da familia e com isso ficaremos em uma posição mt complicada, meu pai perdeu o emprego no começo da quarentena e eu e minha irmã estamos buscando estágio. Quanto as despesas do hospital e td mais não me preocupo mt, pois o chefe dela é uma pessoa sensacional q sempre arcou com td e ainda está arcando. Quanto ao hospital e tds q cuidaram dela não tenho oq reclamar, pois fizeram td oq podiam e não podiam por ela, trataram ela como uma rainha. Gostaria de poder abraçar a tds, mas em época de pandemia não posso. Oq mais me dói é ver meu pai sofrer, pois em 20 anos nunca vi ele chorar oq realmente me destruiu. Acho q nunca engoli tão seco na minha vida e caminhei em um gelo tão fino. Tds amigos e familiares estão dando td o apoio possível e impossível oq me conforta bastante.
É somente isso q tinha pra falar meus amigos, mt obrigado pelo tempo de vcs e qualquer forma de apoio e torcida eu agradeço.
EDIT: Se possível mandem msgs positivas para mostrar ao meu pai e td o Brasil torce por ela.
EDIT1: É time perdemos uma guerreira. Ela se foi, mas foi lutando e deixando vários momentos felizes.
EDIT2: Quando a poeira abaixar irei mostrar ao meu pai e minha irmã tds as mensagens maravilhosas a vcs mandaram, obrigado por td o apoio. Posso não conhecer vcs, mas já os amo. <3
EDIT3: Quando mostrar a ele vou tentar pedir pra q escreva uma msg e se ele permitir postar uma foto nossa, mas somente caso ele se sinta disposto.
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2020.09.25 13:34 Phela_Poscam O Triste Fim de quem vai voltar a morar com pais depois de morar sozinho

É Policarpo Quaresma, um dos meios maiores receios da vida está próximo de acontecer. Depois de anos morando sozinho e por conta própria, provavelmente terei que voltar para casa de pais por conta da pandemia. Sou mestrado e estava dando aula em uma faculdade particular e num instituto federal como substituto. Por conta da pandemia fui demitido da faculdade e meu contrato no IF que poderia ser renovado por mais um ano encerrou-se esse mês. Eu não estaria muito preocupado com isso se não tivesse uma pandemia engessando a vida de todo mundo: nenhum edital de doutorado nas universidades que quero abriu até hoje e na minha atual cidade não tem emprego na minha área (computação).
Fazendo as contas aqui, até daria para eu passar uns bons meses com o que tenho guardado, mas imaginar torrar este dinheiro só para manter um luxo de morar sozinho está sendo sufocante. Então... zarpar para casa de pais. Isso na real é mais um desejo deles que meu (não tenho problemas com meus pais, amo eles, é bem tranquilo), mas mesmo assim, imaginar toda minha privacidade indo embora, não poder beber cerveja até capotar finais de semana sem ninguém falar nada, não poder chamar mulher para passar noite.
Alguém passou ou esta passando por situação parecida? Como lidou? Vontade de pular do meu quinto andar só de pensar que terei que vender meus móveis, eletrodomésticos e encaixotar meus quase mil livros...
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2020.09.24 15:32 Gutsh Trabalho num lugar de merda pq sou "obrigado"

Não existe coisa pior que odiar o próprio trabalho. Ontem passei a noite acordando de tempos em tempos pra olhar a hora. Meus colegas de trabalho são uns merdas e a carga horária é ridícula (mais de 24 hrs). O único motivo de eu continuar aqui é o dinheiro, porque sei que na atual situação do Brasil sair do emprego é dar tiro no escuro. Eu tenho inveja desses caras que saem sem rumo pelo mundo, gostaria de ter essa ousadia.
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2020.09.24 04:11 y3z79wk Me ajudem com minha vida financeira

Eu tenho 27 anos, moro com meus pais que possuem uma empresa, nunca terminei uma faculdade por diversos motivos, estava desempregado mas recentemente consegui um emprego por salario minimo. Eu tenho acesso a casa, comida, luz e agua porque moro com eles. No ultimo ano eu recebi um acerto e torrei tudo, por razoes idiotas e sobrou uns 1.2k.
Preciso de um cartão de credito para adicionar em aplicativos e fazer pagamentos enquanto o dinheiro esta investido. Gostaria de ajuda para mudar meu perfil de gasto que é de um imbecil que sai final de semana e gasta em balada barata, como fazer pra ter uma vida financeira saudavel e não sair por ai gastando que nem um idiota, como ter mais controle e conciencia, e uma dica de como ter cartao de credito e de investimentos.
Atualmente invisto em poupanca e CDB porque como tenho pouco, se precisar posso resgatar a qualquer momento.
Faco esse post aqui com muito medo de ter minha segurança comprometida, mas eu tenho que correr o risco pois preciso melhorar.
Dicas de como fazer dinheiro são bem vindas também, eu expus meu perfil para que pudesse realmente mudar de vida, eu pensei em comecar um curso de marketing digital e abrir um ecommerce, porem ate agora só tenho focado no trabalho atual.
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2020.09.22 15:59 luigislowhand Consejos para buscar trabajo afuera (o tambien, aca)

Buenas Gente!
Bueno, viendo que todos están con ganas de irse, y para que no terminen siendo un meme, y de verdad puedan irse (o intenten), se me ocurrió buscar información sobre portales de empleo de distinto lugares, incluido Argentina, para los que busquen cambiar y no tengan la posibilidad de hacerlo afuera.
Estuve investigando y hablando con conocidos, y logre hacer una recopilación de distintos sitios donde pueden empezar a aplicar.
Algunas recomendaciones previas:
- LinkedIn: Ya lo conocen, mi recomendación siempre es tener un perfil lo más completo posible; completar la info sobre los proyectos/laburos que hicieron; para los developers, no olviden linkear su github, o portfolio. Por otro lado, está bueno seguir empresas para las que les interese trabajar; también conectarse con recruiters de estas empresas (o de cualquier empresa del rubro, para el caso), y no duden en mandarles invite, un mensajito de presentación o adjuntarles su CV. (1) Tampoco olviden de tener su perfil en otro(s) idioma(s). Linkedin te da la opción de tenerlo en distintos idiomas, sin tener que tener otro perfil. Esto sirve para cuando alguien que tiene su propio linkedin configurado en inglés y hace una búsqueda, le aparezca tu perfil.
- Sites de empresas: Casi todas las empresas, grandes o chicas, tienen su sección de "trabaja con nosotros" o Careers, donde postean directamente sus vacantes, o tienen un mail de contacto para que envíen sus datos.
Bolsa de trabajo de universidades: Tooodas hasta la mas pedorra tiene bolsa de trabajo para que puedan aplicar.
- Google: Google también funciona como un agregador / integrador de job posts. O sea, pueden buscar directamente en google y los lleva a las ofertas (buscando trabajo, los lleva a la sección de búsquedas)
- Grandes agencias: Manpower, Addecco, Randstat y sus subsidiarias de tecnología (ExperisIT, por ej) funcionan en todo el mundo, y siempre tienen puestos para todos los gustos. Obvio, trabajas para ellos, no para el cliente.
- VanHack: Muchos laburos en CA y Europa, con relocation. Postean directamente las empresas que estan dispuestas a llevarse a alguien.
- Remote OK: Portal con avisos para nómadas digitales. (3)
- Acuerdense de buscar por palabras tipo Remoto/e, Relo/Relocation, si es que buscan trabajo desde acá.

Portales:
Computrabajo.com: El portal funciona en todo latinoamerica. En general tiene muchas ofertas diarias.
Bumeran.com: Es el portal hermano de ZonaJobs y UniversoBit. Originalmente estaban destinados a puestos diferentes, pero en definitiva, terminaron cayendo en las empresas poniendo los mismos posteos en los dos portales. En algunos países puede cambiar de nombre (Laborum, en Chile, por ej.)
BuscoJobs.com: Similar a computrabajo.
Indeed.com: Funciona en casi todo el mundo. Se usa mucho en Canadá y EEUU, también en Europa.
Opcion Empleo / Career Jet: Otra web que funciona mucho en todo el mundo.
Glassdoor: No sirve solo para ver cuánto gana tu compañero, en varios países se lo usa como una buena opción para publicar búsquedas
SimplyHired: Otro portal que se usa mucho en Canadá, pero tiene versiones de varios países.

Bolsa Nacional de Empleos
Trabajando.cl
Chiletrabajos.cl
Empleos EMol: El portal de trabajo del diario El Mercurio.
Empleospublicos.cl: Web que publica ofertas laborales del Estado de muchísimas áreas y de todo Chile, no sólo Santiago.
GetOnBoard: Empleos IT en Chile (5)

Catho
InfoJobs
Empregos
Banco Nacional de Empregos

OCC: aca esta el 90% de los avisos mexicanos que después se replican en otros portales.
Talenteca

MercadoJobs
Jooble
Trabajo Gallito
Accion Trabajo
Smart Talent: para IT (4)

CareerBuilder
Monster; Ojo, al de EEUU, solo pude entrar con VPN
Dice.com: Solo IT

CanadaJobs
Jobs In Canada:
Job Boom
Eluta

InfoJobs: el mas usado por lejos
Monster.Es: la version española de Monster (tambien hay version DE, FR, IT, NL y UK)
TecnoEmpleo: para posiciones IT (2)

Le Bon Coin: con todo tipo de anuncios, incluso de laburo
Agence pour l’Emploi de Cadres
Annonces Emploi
Pole Emploi: Oficina publica de empleos

Total Jobs
Reed
Adzuna
The Guardian Jobs: Portal de The Guardian
Work In Startups

Xing: Red social tipo LinkedIn
Honeypot: Posiciones IT

Subito
Jobbydoo
Generazione Vincente
Human Gest
Lavoropiù
Etjca
(estas 4 últimas son agencias que manejan mucha gente)

Seek
Working In Australia
Gumtree: Es un marketplace que tiene muchos avisos de empleo
Jora: tiene partners mundiales, pero tiene muchos avisos en AU y NZ.
(también existen Au Pair Australia y Find a Babysitter, por si a alguien le interesa, pero seguro son los menos, por lo menos aca en argentina)
(site con info y links)

Workania

Para cerrar, tienen la web y redes sociales de Yo me animo y vos, con mucha mas info para salir de este agujero del demonio hoyito del diablo.
También, no se olviden de visitar las webs de las embajadas y consulados para averiguar sobre programas de working holiday y visados especiales.
Espero les sirva!
DATA EXTRA:
Encontre la web de Expatistan en la que se puede comparar el costo de vida de diferentes lugares, y tiene algo mas de info para investigar.
Otra similar, es Numbeo (7) para comparar el costo de vida
EDIT:
Gracias por los awards :) :) :)
Info agregada, gracias a comentarios de otros users:
  1. gracias u/Parkrover
  2. gracias u/3mpanadas
  3. gracias u/__profesorcocoon
  4. gracias u/MateDrinker1
  5. gracias u/rcanepa
  6. gracias u/lionelum
  7. gracias u/marcosquilla
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2020.09.22 03:12 rafiuzky Tentativa de transcrever o que estou “sentindo”

Introduçãozinha, nasci em novembro de 1999, no momento no 4° semestre de Engenharia(temporariamente EAD), trabalhando homeoffice como desenvolvedor JúnioPleno numa empresa ae.
Peço perdão adiantado, aos que lerão, pela desorganização, pois nestes momentos meus pensamentos não são tão lineares.
— — — —
Por volta de 2010~2012(quando tinha meus 10~12), foi a época que comecei a sair com meus colegas/amigos, ir em shoppings, cinemas, eventos, etc; porém foi nessa mesma época que comecei a me sentir sozinho. Após uma série de eventos dentre esse época e 2015, acabei optando por evitar eventos sociais de média/grande dimensão(mais de 5 pessoas já fica insuportavelmente desconfortável).
Isso provou muito bem que a gente colhe o que planta, estou vivenciando isso hoje aos meus 20 anos, sinto que a solidão já me engoliu, sem amigos/conhecidos para conversar, e com a faculdade e trabalho ocupando mais de 80% do meu tempo, acabo que não estarei fazendo amizades tão cedo.
Há outros motivos no meio que dificultam a minha convivência com outras pessoas, todos motivos são única e exclusivamente meus, muitos desses “motivos” são problemas aparentemente inexistentes que minha mente cria por sei lá qual motivo, parece que tem algo dentro de mim que quer que eu fique sozinho.
Esse “ser” dentro de mim, carinhosamente apelidado de “minimim” está quase que constantemente tentando me jogar para baixo, poucos momentos de lucidez(como este que estou tomando para escrever esse texto) me permitem perceber que todos os problemas, xingamentos, desmotivação e automutilação mental criados por ele não fazem sentido algum.
Já tentei confrontar, ignorar e até mesmo conciliar-me com o minimim, mas tudo foi em vão, de uns tempos pra cá(cerca de Agosto~Novembro de 2018) acabei meio que aceitando sua presença, e o recebi de braços abertos, no começo aparentou ter sido a melhor coisa que fiz, hoje vejo que não. Desmotivação e preguiça criados por ele me fazem não conseguir sair da cama por alguns dias(não é tanto problema pois tanto meu trabalho quanto minha facul são remotos), impedindo-me de procurar ajuda ou ao menos sair do meu casulo antissocial para respirar um pouco.
Algumas vezes eu tento me ver de um ponto de vista externo para entender minha situação e realmente não estou na pior, estou vivenciando uma epidemia global, com emprego fixo, não passando nenhuma dificuldade, com a família saudável e sem quaisquer problemas, porém reclamando por não ter com quem realmente conversar. Isso me faz sentir egoísta, e de certa forma até dramático, pelo simples fato de estar uma condição boa em um momento na qual boa parte da sociedade está desmoronando, empresas fechando, pessoas perdendo o emprego, etc.
Não sei qual a idade de você que está lendo isso, mas independente disso acho que a porcentagem de pessoas que conhecem o conceito da “Banalidade do Mal” de Hannah Arendt(calma que isso vai explicar algo que acredito que possa ser adaptado para o meu caso). “Banalidade do Mal” é culpar um pensamento, conceito, sociedade, etc; como uma personificação de algo, não a si mesmo. Por exemplo, eu culpar minha religião por algo de ruim(ou até mesmo bom) que fiz, eu cometi aquela ação, usando minhas mãos(resumidamente).
O ponto é, nesses momentos mais lúcidos sinto que criei esse “minimim” para de certa forma transferir a culpa de minhas ações para esse ser inexistente, o fato de eu ter essa clareza no momento é de certa forma assustador, pois quando “ele” ataca, nem penso nessa possibilidade, como se toda essa lucidez, clareza, perceptibilidade, nitidez e compreensão que estou tendo nesse momento desaparecesse, como se nunca nem tivesse existido.
Eu já direcionei esses pensamentos negativos como uma alavanca de motivação para melhorar como pessoa, foquei em me alimentar melhor, fazer exercício, dedicar-me mais nos estudos, fazer testes para empresas, e funcionou, infelizmente apenas temporariamente. Um certo tempo depois quando comecei a colher os frutos dessa alavanca motivadora, percebi que nada disso me importava. Independente de meu porte físico, saúde, dedicação e eficiência tanto no mundo profissional quanto estudantil, meu eu interior estava pior que nunca, e acabei voltando pra a estaca zero(sendo sincero até mesmo pior).
A faculdade e trabalho já perderam o sentido, nem sei o porquê de continuar em um ou outro, poderia muito bem dar uma pausa para respirar, porém não faria sentido algum fazer isso, pois já fiz antes e não ajudou em nada. Talvez eu tenha nascido apenas com o objetivo de viver nessa tortura interna de não querer ser sozinho, porém ao mesmo tempo não ter nenhum dom/skill social para manter o mínimo de uma relação descontraída/informal.
Não sei o que será de mim nos próximos meses, provavelmente não será procurando ajuda profissional e nem ao menos tentando melhorar como pessoa, pois que nem eu disse anteriormente, cheguei em um estado de aceitação que temo não ter volta.
Resumindo, sou um merda e não quero (ou não tenho ânimo algum de) mudar.
Tem outras coisas que queria abordar aqui, como por exemplo: minha indiferença à religião/fé, meus pensamento em relação às pessoas em minha volta, timidez extrema, falta de autoestima, a não confiança em pessoas próximas, eventos que ocorreram entre 2010~2015 que possam ter influenciado no meu perfil atual, entre outros tópicos que poderiam agregar algo; mas estou com preguiça de digitar, e acho que o texto já está longo de mais.
Boa semana rapaziada.
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2020.09.22 02:02 CrisRody A ansiedade do emprego

Você, desempregado, nunca trabalhou, talvez tenha uma carteira de trabalho em branco ou nem mesmo tenha uma.
Você que tem 16 e precisa de uma forma de conseguir alguma independência.
Você com 22 saindo da faculdade, com medo de encarar o que vem pela frente, pensando em fazer uma pós apenas pra poder adiar essa aflição.
Você com mais de 30 que se sente inútil por não saber o que responder quando lhe perguntam "profissão" num questionário.
Ou até vc, na terceira idade que se sente preso dentro de sua própria casa, vivendo dias repetitivos, sentindo que não tem mais valor na sociedade.
Todos vocês, todos nós, não tenham medo de imprimir um currículo e pedir empregos, não desista de achar um trabalho.
Alguns imprimem 10 currículos, distribuem metade em mercados e a ansiedade causada por ser ignorados é tamanha, que acaba não conseguindo imprimir o resto.
Pra todos nós, aqui vão uns segredos:
  1. Sabe qual a melhor forma de se aprender algo? É errando! Ao falhar aprendemos mais sobre como nos portar em uma entrevista, seja para o caixa de supermercado ou para a vaga no administrativo. Tente, sem medo de falhar, mesmo que lhe recusem 100 vezes. Alguém vai lhe dizer Sim, alguém vai retornar com uma ligação, alguém vai querer vc na empresa dele!
  2. Aceite ajuda, não há vergonha em conseguir um emprego porque a mãe/irmão/tio/padrinho/vizinho conseguiu te colocar lá. O mundo é capitalista, o dinheiro é hereditário, se o CEO da maior empresa do mundo põe o filho não capacitado na empresa dele, vá na entrevista de emprego com o colega de igreja da sua mãe, você nunca sabe se aquele pode ser o momento de sua independência.
  3. Quando alguém te chamar, muitas vezes vai vir a dúvida, se você está pronto, a pressão de trabalhar 40 horas semanais, acordar cedo todo dia, não ter tempo pros amigos, jogos, baladas, etc. Vai vir a dúvida sobre custo benefício, vc vai pensar no custo de ônibus, gasolina, no fato de ter que acordar uma ou duas horas antes, custo com alimentação ou ter que ir para casa no almoço. Tudo isso é assustador. Mas se o seu salário hoje é zero, o lucro vai sim compensar pegar aquele emprego. Afinal...
... Você pode comprar uma bicicleta e economizar com transporte e ainda melhorar sua saúde física.
... Você pode preparar marmitas em casa pra comer no horário de almoço, 2 horinhas do seu domingo e você tem comida para uma semana. Gente, até mesmo um miojo e um ovo cozido já te ajuda se esse for o caso.
Sim, trabalhar é difícil e assustador. Mas você consegue!!!
Não arrume desculpas, elas só fazem vc se sentir por consigo mesmo!!
E, se o emprego que vc achar não for perfeito, continue a procurar em suas folgas. Estude a ideia de se mudar para mais perto com o tempo. Fazer um acordo com um restaurante por bons preços em almoços/marmitas, um acordo com seu chefe com relação a alimentação ou transporte.
O importante, é você dar os primeiros passos e tentar, fazer a experiência de trabalho. Se for ruim, é só voltar a procurar em seguida.
Tudo o que ganhamos em casa é idade, envelhecemos e perdemos nossos dias.
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2020.09.22 01:39 Liiw_ Só uma mensagem :)

Só porque você falhou em alguma prova ou entrevista de emprego, não significa que você será uma pessoa sem sucesso na vida, não deixe isso levar sua felicidade.
Eu não costumo fazer posts por aqui, mas admiro muito como todos vocês ajudam uns aos outros, é muito bacana ver palavras tão boas. Eu não sou uma pessoa experiente. Tenho 16 anos e esse é o último dia que posso dizer isso. Vou sentir saudade dessa idade apesar dos pesares kk. Me deu vontade de escrever algo aqui... foi muito meh? Kkkk.. não sei se foi algo legal, mas queria espalhar algo um pouco positivo e dizer que em algum momento vai ficar tudo bem.
Obrigada por ler e me desculpe qualquer coisa.
Beba água e boa semana. =)
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2020.09.22 00:17 maurocaa Não consigo me importar com ninguém

oi, tenho 18 anos. Sempre fui uma pessoa que os outros normalmente gostam de ter por perto, muitas pessoas me chamam pra sair, pra esse tipo de coisa e parecem se importar comigo, no entanto, de uns tempos pra cá o meu número de amigos tem caído, e parece que sempre que eu eu faço uma amizade sólida, o destino prega uma peça em mim e algo da errado, por exemplo, eu tinha um grupo de 3 amigos na faculdade, era demais, as resenhas eram do caralho, os rolês também etc, mas os 3 saíram do curso no final do primeiro semestre, dois mudaram de curso e o outro de estado, enfim, vamos ao problema em si.

Eu comecei a perceber que eu tinha dificuldade de me importar com os outros quando eu tava saindo com uma menina, no primeiro mês foi tudo incrivelmente bem, as nossas saídas eram incríveis, o sexo maravilhoso, as conversas ótimas e tudo mais. No entanto, ela sofre de depressão e ansiedade, toma remédio e tudo, e aconteceu que em um certo dia, ela tava tendo uma crise de ansiedade e eu fiquei em choque, eu não sabia o que fazer. Eu simplesmente travei, não conseguia falar nada, e isso acabou comigo falando coisas do tipo: "você quer que eu faça algo pra você" e etc mas isso parecia não surtir efeito algum.

E a partir desse ponto, as crises começaram a ficar mais e mais frequentes, no entanto, eu no fundo não parecia me importar, mesmo eu querendo ajudar ela, não sei se porque eu não sabia o que eu deveria fazer ou se eu realmente não me importava mesmo, mas a cada crise que ela tinha eu parecia mais e mais não me importar. E eu considerava que eu amava ela, ou pelo menos achava que amava. Eu fazia de tudo para sair com ela, considerando que na época eu não trabalhava, meus pais nunca me deram muito dinheiro e ela morava relativamente longe de mim, mas mesmo assim eu sempre tentei de tudo e dava meu jeito, eu sentia ciúmes e imaginava um bom futuro com ela (mesmo a gente não tendo nada sério).

Resumindo, depois de muitas brigas, idas e vindas, em um dia qualquer quando eu achava que estava tudo bem entre nós, ela me chamou no WhatsApp e começou a falar que eu não me importava com ninguém, que eu não tinha nenhum amigo verdadeiro, que eu era um monstro, que ela fazia de tudo por mim (e realmente, ela sempre me ajudou com as coisas, com meus problemas etc) mas que eu nunca fazia nada por ela e paramos de nos falar de vez.

Depois disso eu comecei a pensar e analisar os meus relacionamentos e comecei a ver o quanto eu cagava pros outros, o quanto eu não conseguia fazer nada perante os problemas das pessoas e como todo mundo sempre me ajudou quando eu tava na merda, e isso tem me deixado muito mal e triste, a ponto de eu ter medo de começar novos relacionamentos seja de amizades ou amorosos por conta disso, porque eu sempre acho que eu vou estragar tudo pelo meu jeito.

Eu realmente quero me importar, quero conseguir ajudar alguém que está triste ou algo assim, da mesma maneira que sempre me ajudaram, mas eu não consigo. Não sinto tristeza pelos outros, ou felicidade também, só consigo pensar em mim. Eu não me considero uma pessoa ruim, mas depois do que ela disse aquelas palavras não saem da minha cabeça, porque eu já fiz ela chorar, ficar triste e outras coisas mas ela sempre esteve ali pra mim, até a gota d'agua acontecer.

E não é a primeira vez que algo assim acontece, parece que sempre que eu tento me relacionar com alguém algo da errado, não sei se isso é tudo uma grande trollagem da vida, mas já teve caso de menina querendo se matar porque tinha ficado comigo, de gente que quase fugiu de casa porque tava saindo comigo, enfim, eu pareço que estrago tudo em que toco.

Mais recentemente, eu comecei a conversar com uma gatinha que eu conheci em uma entrevista de trampo, ela é tão gente boa e parece gostar de falar comigo, mas quando recebemos o resultado da entrevista, na qual eu fui aprovado e ela não, eu só consegui ficar triste pelo fato de que ia ser mais difícil de ter um contato diário com ela, e não pelo fato de que ela precisava muito do emprego, talvez mais do que eu. E agora eu fico com tanto medo de conversar com ela e estragar tudo pelo fato de que eu sei lá, sou eu. Tanto que fiquei uns 5 meses sem falar com ela, e mesmo assim quando eu postei uma foto ela foi lá, comentou e desde então vem puxando assunto comigo direto, e eu me sinto mal porque eu não consigo e nem tenho vontade de iniciar uma conversa com ela, e sinto que isso no fundo vai acabar desgastando a nossa relação, assim como aconteceu com todas as outras pessoas. E olha que essa eu também imagino um futuro, tenho ciúmes e tal, mas eu não consigo fazer nada.

Enfim, esse foi meu desabafo, não se se isso tem haver com alguma insegurança minha (tenho inúmeras, principalmente relacionadas a minha altura e pelo fato de que eu acho que vou ser trocado por alguém mais alto do que eu a qualquer momento, tenho 1.68m) e isso fez com que eu construisse essa barreira ou sei lá o que, mas eu só quero ser normal, me importar com os outros, assim como eu era quando criança. Lembro que minha mãe sempre pedia conselhos para mim, e eu sempre conseguia resolver os problemas dela. Hoje em dia quando ela vem com algum problema parece que sempre eu entrego a solução mais genérica possível ou faço alguma graça, tanto que ela sempre fala que quando eu era menor eu era o melhor conselheiro do mundo, e hoje em dia não.

Desculpa o post longo, sei lá, desabafei.
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2020.09.21 16:41 FantasistaQueen Trocando de empresa

Atualmente, consegui uma proposta de outra empresa pra subir uns dois cargos acima do meu e ganhar 30% a mais. Resolvi aceitar o desafio, pq minha empresa atual só tá me passando serviço merda. Mas minha empresa atual é muito boa e dá muitos recursos pra gente. Acho que vão me fazer uma contra proposta, mas to me sentindo mal pq sei que não vou aceitar. To me sentindo culpada, e to muito ansiosa. Queria que essa parte de negociação acabasse logo. Sei que to bem só por ter emprego na minha área, mas isso não muda essa ansiedade maldita. Tô com um medo irracional nesse momento
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2020.09.21 12:02 Silverwxyz Meu parceiro gringo rico me agrediu fisicamente e me jogou na cara que sou brasileiro prostituto

Quem aí é pobre e gostaria de um príncipe encantado pra te tirar da miséria e viver num castelo… de preferência na Europa com um bom padrão de vida? Pois é, encontrei algo parecido (só que não). Quem procura esse tipo de coisa ou aceita entrar nessa talvez seja bom saber que muitas vezes a vida não é esse conto de fadas.
Resolvi tentar minha sorte na Europa, Itália. Sou professor de inglês formado, sempre fui independente, mas na Europa dificilmente contratam um brasileiro pra dar aulas de inglês. As escolas preferem falantes nativos dos EUA ou Inglaterra. Mesmo se eu tivesse 100 anos de cursos e experiência, nunca vou deixar de ser brasileiro, e a maioria das escolas nem pega o currículo. Minha formação não vale muita coisa na Europa. E o mercado pra dar aulas de português é quase inexistente.
Nisso eu conheci um cara, gostamos um do outro… fui morar com ele. Percebendo minha dificuldade pra encontrar bom trabalho, ganhando pouco, ele propôs pra eu trabalhar menos e voltar a estudar, fazer outra graduação. Detalhes: ele é rico e tem o dobro da minha idade, eu 30 e ele 60. Sim, eu prefiro homens maduros. Aí é que está o problema, aliás, vários problemas: nossa grande diferença de idade, classe social, minha nacionalidade considerada “inferior”, a fama da prostituição dos brasileiros…
Desde o início passei por várias situações desagradáveis… Alguns amigos dele me perguntaram na cara mesmo se sou prostituto brasileiro e se não estaria com ele por causa do dinheiro. Ele brigou com esses amigos por causa disso.
São muitos desafios manter uma relação assim. Já é difícil pelo fato de sermos dois homens, e com grande diferença de idade! Se ao menos ele tivesse uns 10 anos a menos, seria mais fácil eu apresentar pra minha família... Minha mãe jamais aceitaria eu estar com um homem mais velho que ela.
Algumas vezes tentei terminar a relação. Já estive prestes a sair de casa, ele não deixou e disse: “Termine seus estudos, eu gostaria muito de dar isso pra vc. Depois você vai embora e encontra alguém mais jovem que eu”. Na verdade desde os primeiros dias que nos conhecemos ele sempre tentou me comprar, com luxos, viagens, e já no início da nossa relação disse que não tem herdeiros e procura alguém mais jovem como eu pra deixar tudo. Várias vezes ele me pede pra gente ir assinar os papéis do casamento e herdarei tudo. Ele diz exatamente isso! Aliás, ele já disse que fez o testamento dele declarando que sou o herdeiro.
Eu e ele sempre fomos bons amigos, tivemos uma conexão forte, sem problemas na relação, algumas briguinhas cotidianas, nada de mais…
Um ponto negativo é que ele é abertamente racista. Costuma fazer comentários contra negros, e sempre que ele tem oportunidade ele faz piada com o fato de eu ser brasileiro, diz que venho da selva, de um país perigoso, subdesenvolvido, que faço vodu, macumba… Antes ele era casado com uma moça da Guiana e depois teve um namorado da Venezuela. Ele culpa a origem latino-americana dos ex-parceiros pelo temperamento difícil e comportamento “primitivo”. Ele gosta de pessoas mais jovens. Como seria numericamente mais difícil ele conseguir um jovem europeu que queira morar com um velho, ele tem o histórico de pegar jovens desfavorecidos do “terceiro mundo” pra ajudar a trabalhar e estudar, todos os relacionamentos dele foram assim. Ou seja, ele mostra toda sua riqueza, tenta impressionar, e depois teme que está sendo usado, comprando alguém, e nos conflitos acaba sendo racista e usando o poder financeiro pra dominar e inferiorizar.
Se eu não respeito alguma “etiqueta” ele diz: VC VEIO DA SELVA MAS AGORA ESTÁ NA EUROPA, PRECISA SABER SE COMPORTAR. Na verdade eu não me sentia ofendido, ele é alemão e eu apenas retrucava falando coisas negativas de alemães. Eram piadas de mal gosto que fazíamos um contra o outro… E como resposta eu beliscava os mamilos dele, ele odeia quando faço isso. Já era um costume nosso.
Mas essa simples besteira desencadeou um conflito. Há dois dias estávamos na rua, eu tremendo de frio, e ele fez piada: VOCÊ É UM ANIMAL DA SELVA MESMO. NÃO ESTÁ FRIO. Em resposta, belisquei o mamilo dele, e desta vez ele teve um ataque de fúria. Ele apertou meu braço com bastante força, arranhou, tirou sangue. Ele nunca tinha me atacado dessa forma. Fiquei bastante chateado e passei o resto do dia sem conversar com ele. No final do dia, mostrei pra ele os hematomas, isso não se faz. Começamos a brigar e daí ele já abriu a porteira, falou várias coisas racistas, e por fim disse que sou um prostituto. Estávamos prestes a nos atacar fisicamente, ele veio pra cima de mim pra me dar socos. Eu empurrei, fiz posição de defesa e disse: EU SOU MAIS FORTE QUE VOCÊ. SE VOCÊ OUSAR, EU QUEBRO SUA CARA E TIRO SANGUE DE VERDADE. Ele recuou, sentou-se na cama e ficou acuado ofegante, tremendo, vermelho.
Estamos juntos há 4 anos, sempre tivemos uma relação pacífica, sem grandes dramas, nada parecido com isso tinha acontecido entre nós, foi bastante extremo. Estamos sem conversar há 2 dias na mesma casa, desviando um do outro, está insuportável. Eu já fiz dois anos de curso, precisaria de mais um ou dois anos pra terminar. Na Itália é quase impossível trabalhar, se sustentar e estudar ao mesmo tempo, as aulas são em período integral, precisa de dedicação quase exclusiva.
O que vocês fariam?
Tentariam engolir tudo isso, tentar fazer as pazes e procurar terminar o curso, ter um sonhado diploma europeu. Ou desistir de tudo... achar qualquer emprego, qualquer lugar pra morar... Ou voltar pro Brasil nesse período de crise, sem dinheiro e sem muita perspectiva?
Enfim, pra quem leu até aqui fica a lição: tentem ser independentes, donos dos seus próprios narizes e liberdade. O risco de depender de alguém é sempre alto... mais cedo ou mais tarde podem jogar isso na sua cara.
...
Resumo: moro na Europa com um homem rico e mais velho que me deu oportunidade de estudar. Tivemos um atrito bobo que desencadeou um conflito, ele é racista, me chamou de prostituto brasileiro. Já fiz metade do curso. Não sei se engulo e tento terminar os estudos ou se desisto de tudo.

UPDATE: Gente, obrigado por todas as mensagens! Eu já estava me preparando pra receber pedras aqui... porque na vida real recebi várias pedras por eu ser jovem, pobre e estar com um homem mais velho e rico. Mas de certa forma me impressionei por ninguém aqui ter me julgado.
O desfecho até agora: ficamos 2 dias sem conversar. No terceiro dia, ele veio pedir desculpas, disse que ele estava um pouco sob efeito de álcool, disse que entendi errado. Ele disse: EU FALEI QUE VC ""AGE""" COMO PROSTITUTO QUANDO APERTA MEUS MAMILOS, FALEI ISSO PORQUE NÃO GOSTO QUANDO VC FAZ ISSO. NÃO DISSE QUE VC ""É"" PROSTITUTO.
Ele disse que me conhece, sabe que não sou prostituto e não faria sentido ele dizer isso. Disse que entende que sou sensível com o uso da palavra "prostituto" por causa da minha nacionalidade e situação de estar com ele, mas que não foi intenção dele atacar esse ponto. Enfim... ele tentou se esquivar, contornar a linguagem pra forçar outro sentido, que o conflito tomou uma proporção descabida, disse que foi o álcool. Não colou muito na minha cabeça, mas pelo menos ele pediu desculpas e disse que sou parte da família dele e que meu futuro significa muito pra ele...
Eu só ouvi, fui meio frio, mas aceitei o pedido de desculpas. Ele é alemão, depois disso não nos abraçamos, não nos beijamos. O clima ainda está um pouco estranho, mas tudo pacífico e tranquilo.
Obrigado por todos os conselhos!
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2020.09.20 21:03 furry_waifu Finalmente voltei a desenhar

Já faz uns meses que eu decidi me dedicar aos desenhos como trabalho, eu quero aprender a tatuar e vender commission, já que emprego formal está sendo impossível de conseguir. Consegui juntar um dinheiro vendendo meus livros, e também consegui ter meu auxílio aprovado esse mês, o que finalmente me dá possibilidade de investir em algo. Infelizmente por causa da depressão eu não estava conseguindo desenhar, nem dar os primeiro passos como criar uma conta para divulgar minhas artes, etc. Mas essa semana eu fiz, e tenho desenhado todos os dias. Estou muito orgulhosa, terminei um quadro que já estava a 6 meses inacabado, eu olho pra ele na parede e sinto vontade de chorar de orgulho. Sinto que finalmente eu vou sair da lama.
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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
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2020.09.20 04:19 Alter_Emiya Eu preciso de dinheiro/emprego

Estou numa fase muito complicada da minha vida. Já faz uns anos que me mudei pra essa residência, clamando que seria temporário, mas já fazem quase 5 anos e nada de eu sair. Não tive controle da situação, eu era jovem, tava juntando dinheiro pra faculdade, sonhando em conquistar minha vida, e então "puff", por causa de algo banal, perdi tudo... meus pais, Edit: tinha deixado essa parte de fora, pois ficou muito pessoal, mas aqui um reumo, perdi meus pais e alguns familiares por causa de um crime barbaro, e por isso precisei juntar muito dinheiro pra conseguir advogados, e tentar justiça.
Acredite ou não, um jovem sem emprego, guiado pelo ódio juntou o valor de um carro pra pagar advogado em menos de 1 ano. Mas em contra partida, não me sobrava dinheiro pra nada, assim combinei de morar aqui, com essa parte da família, o que atualmente é a fonte dos meus problemas.
Mas foi uma causa perdida, bastou um suborno aqui e outro ali, e todas a evidências sumiram.
Já parte da família que sobrou, morreu pra min, pois viraram as costas num momento difícil, não queria dinheiro, só um apóio.
Aqui, eu pago minha parte nas contas, sempre paguei, e nessa de pagar as dispersas muitos caras de uma família desorganizada e pagar por advogado, eu não conseguir juntar grana pra sair daqui, e o tempo passou e eu aqui, ressentido, sem puder viver minha vida, sendo um estranho em casa, não podendo nem comer sem receio (Sou intolerante a lactose & vegano, mas aqui o pessoal pega pesado nos derivados de leite e animais), não me sobra dinheiro nem pra comprar minha comida.
Até então tava vivendo de auxílio esse ano, mas agora não sei como vai ser, e eu tô com fome, mas na dispensa não tem nada pra min. Seja por motivos éticos ou por condições de saúde, não posso comer o que tem na dispensa, e isso é quase sempre, só me sobra dinheiro pra me sustentar durante duas semanas por mês e essa montanha russa acaba com seu corpo. Emfim, eu estou preso aqui, e não sei como sair, o mundo não me da chances, eu preciso de emprego, eu sei que não tenho experiência mas como vou conseguir isso sem oportunidades? Esse mundo é doente, e estou me cansando dele.
É isso, família é complicado, a vida é injusta com a gente, e não acho que vá realmente sair dessa vida injusta, talvez melhore um pouco, mas só isso... Eu preciso sair daqui, eu preciso de emprego, eu tô defiando.
E por ultimo, valorizem seus país, não toquei tanto nesse assunto por motivos obvios, mas sério, quando se perde alguém querido de repente, a ferida não sara, não importa o que você faça, nem toda família é perfeita, muito pelo contrário, tem brigas, discussões e as vezes a morte, mas tente valorizar os momentos de tranquilidade, talvez um dia, eles sejam tudo que você terá.
Desculpe o texto gigante.
Edit: Fiz o texto ficar mais coeso, agora que respirei um pouco, hahaha.
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2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.09.19 01:02 Niddo_87 Não sei onde tomei a estrada errada vida...

32 anos (33 em breve), trabalho em um lugar ruim com um serviço de merda (atendendo o público), já pensei em "acabar com tudo" mais de uma vez, porém me faltou coragem e eu penso nas pessoas que ainda se importam comigo de verdade.
Queria poder voltar no tempo só um pouco, uns 10 anos e poder falar comigo mesmo, mostrar como as coisas iriam de ladeira abaixo. Pensar que eu achava que estava indo ladeira acima naquela época... As pessoas que entram na minha vida só repetem sempre a mesma coisa: "pare de se martirizar, isso foi no passado, você agora é outro, adulto, maduro e deve enfrentar as coisas como tal". Certo, e como faço isso? Passei toda minha vida sendo tolhido de tudo que quis fazer, sou um filho que não foi planejado (minha mãe achava que não podia engravidar e deu uma sem camisinha com meu pai), meu irmão sempre foi e é colocado em primeiro lugar até hoje.
Sempre fiz de tudo para tentar agradar os outros e acabei me deixando em segundo plano, assim como as pessoas sempre me deixaram em segundo plano. Cresci com uma estima no fundo do poço, nunca fiz nada que gostei e agora me sinto velho e sem motivação para "começar do zero".
Desde pequeno sempre tive meus planos tolhidos para que meus pais tentassem satisfazer suas necessidades e desejos não realizados através de meu irmão. Ele sempre teve prioridade em tudo e inclusive teve oportunidades que eu nunca tive, pois "se o mais velho falhou, provavelmente o mais novo irá falhar também". Isso vai desde querer estudar espanhol (que meu irmão teve a oportunidade e simplesmente jogou fora) a ser aficionado por informática. Consegui convencer meus pais e meu irmão a gastar uma poupança nossa em nosso primeiro PC! E acho que esse foi o ponto mais alto de minha vida. Pois até quando tentei me matricular em um curso de informática (que poderia ter transformado minha vida) eles (meus pais) me obrigaram a fazer inglês. Resultado? Abandonei o curso em 2 semanas, eu nem tinha vontade aprender inglês, gostava mais de espanhol... E não, eu não podia me matricular no curso de informática, eu tinha 14 anos e não tinha renda. Nessa época não existiam tantos tutoriais e a internet ainda engatinhava, então eu não pude ser autodidata nesse aspecto.
Alguns anos se passam e meu pai faleceu, eu tinha 19 anos. Perdido e sozinho em um dos momentos mais cruciais de minha adolescência. Dois anos depois minha avó (que era como uma segunda mãe para mim) também se vai... Mergulho com tudo na cachaça. Desperdiço 3-4 anos de minha vida em bares e festas, estudo? Já tinha encerrado o ensino médio e não pensava em mais nada, na verdade eu só queria que tudo acabasse ali, naqueles anos.
Encontro uma pessoa que, naquele momento, foi minha salvação. Ela não me tirou do mundo da cachaça, mas me ajudou a retomar estudos, procurar emprego e era alguém que eu tinha uma estabilidade emocional, em vez de sair por aí pegando doença venérea. Passamos 7 longos anos juntos e quando tudo acabou eu cheguei ao fundo do poço como nunca antes... Agora já estou nos meus quase 30 e a vida continua uma merda, meu passado me persegue, mas consigo seguir em frente. Sou graduado, tenho pós-graduação e estou trabalhando... Conheço essa outra pessoa em meu trabalho e a vida parece fazer sentido de novo! Até que uns anos se passam e chegamos ao agora, estou casado com ela e a vida parece que está pior do que antes.
Temos nossos bons momentos, mas às vezes o casamento mais é um estorvo do que algo que nos traga felicidade. Acho que ela não se sente feliz comigo e eu tenho esses episódios de depressão (os quais ela desdenha), eu também ando me sentindo infeliz, acho que ela age de maneira muito egoísta em certos momentos. Em suma: meu trabalho é um lixo, sou perseguido pelo meu passado, meu casamento está falindo e eu não tenho motivação para tentar mudar esse cenário. Queria ser mais forte...
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2020.09.18 23:43 OAlguem Nem sei que título colocar

Bom aqui estou novamente, depois de muito tempo sem questionar que merd* eu estou fazendo...
19 anos, cursando dois cursos superiores no 1°P em ambos. Passo minhas manhãs vendo as aulas de um curso, almoço, volto para o computador e fico vendo qualquer outra coisa na internet além de ver as aulas do outro curso. Irônico que o curso que estou vendo as aulas e fazendo bonitinho não é o que eu quero fazer carreira.
Eu sou uma pessoa, em alguma medida, perfeccionista. Tenho um ritmo próprio muito pessoalmente definido e às vezes tenho impressão que não vou conseguir fazer as coisas no tempo que elas demandam. Hoje estou pensando: será que vale o sofrimento de deixar o ócio de lado para focar nos estudos? Vale o futuro que eu me prometo?
Cara, às vezes só quero voltar a ser criança pra ficar jogando videogame o dia todo e não precisar pensar o que quero ser e fazer daqui uns anos.
Estimo que todos mês eu, querendo ou não, tiro 820 reais dos meus pais pra me sustentar. A projeção é que isso continue, até que eu arrume um emprego.
O curso que procrastino é difícil pra mim. Muita leitura pra uma pessoa q leu tão pouco durante a vida. Apesar de amar o conteúdo, eu prefiro virar a cabeça, evitar a dificuldade e ficar no ócio. Tenho medo de não conseguir e abomino a idéia de me tornar um mal profissional. Mas parece que não consigo desvirar a cabeça.
O outro curso eu não me dedico muito mas sou relativamente bom nas matérias.
Não encontro motivação pra me levar adiante e largar a procrastinação, que por mais que eu negue que o seja, é procrastinação.
Quem leu provavelmente deve me odiar por ser tão privilegiado mas tão preguiçoso. E com razão mas no final, ainda é cada um com seus problemas individuais.
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2020.09.18 22:04 1berto86 Os 10 tópicos com mais comentários no Reddit, separados por ano

2019 (máx. 1648 comentários):
  1. Ataque a escola em Suzano
  2. Publicação de chats privados sobre a Lava Jato pelo Intercept
  3. ENEM
  4. Saída do Lula da prisão
  5. Temer preso
  6. Forma moderna de escravidão (trabalhadores por aplicativo)
  7. Reforma da previdência
  8. O que é golden showe?
  9. Situação da Venezuela
  10. Todo dia alguém vem e abre minha caixa de correios a força, levando contas e dívidas, semana passada fiz uma armadilha e a pessoa se feriu, sangrou, mas a caixa estava aberta de novo uns dias depois.

2018 (máx. 3557 comentários):
  1. Debate presidencial da Globo
  2. Eleições 2018
  3. Debate presidencial da Band
  4. Debate presidencial da RedeTV
  5. Eleições 2018 - 2º turno
  6. Bolsonaro leva facada
  7. Julgamento do STF sobre o habeas corpus do Lula
  8. Prisão do Lula
  9. Debate presidencial da Record
  10. Sobre o erro de votar em Bolsonaro

2017 (máx. 842 comentários):
  1. Lula condenado à 9,5 anos de cadeia
  2. Dono da JBS grava Temer dando aval para compra do silêncio de Cunha
  3. ENEM
  4. Cultural exchange com a europe
  5. Pó mágico (enquanto consentimento é o que faz o sexo não ser estupro, emprego não ser escravidão e o negócio não ser extorsão, pó mágico de fada é o que faz o imposto não ser roubo)
  6. "Comunismo mata" - painel gigante na Times Square mostra número de mortes sob o regime no último século
  7. Justiça proíbe que redações do ENEM sejam anuladas por desrespeito aos direitos humanos
  8. Ex-jornalista esportivo que cobriu futebol no Rio de Janeiro durante uma década. AMA.
  9. Black Friday
  10. O que "todo mundo" gosta e você odeia?

2016 (máx. 4170 comentários):
  1. Impeachment da Dilma
  2. Esforço para colocar o brasil na Front Page
  3. Medalha de ouro do Bernardinho pelo Brasil
  4. Mudança das regras do brasil em relação aos tópicos de política
  5. Donald Trump eleito presidente dos EUA
  6. Dilma perde o mandato
  7. Impeachment - tópico de discussão
  8. ENEM
  9. Quais são seus preconceitos?
  10. Maranhão, Presidente interino da Câmara, anula processo de impeachment da Dilma, atendendo pedido da AGU

2015 (máx. 1291 comentários):
  1. Qual sua opinião mais política?
  2. PQC com Marcos Alcântara, Secretário de Finanças do Partido Novo
  3. AMA com um anarquista
  4. Eduardo Cunha autorizou processo de impeachment contra Dilma
  5. AMA com um anarcocapitalista
  6. Tópicos de confissões
  7. Cabelo considerado "exótico" impede rematrícula de aluno
  8. Pronunciamento da Dilma na TV
  9. Transexual processa boate após ter que pagar por ingresso masculino
  10. Mostre seu desktop e vamos tentar descobrir algo sobre você

2014 (máx. 398 comentários):
  1. Debate presidencial 2º turno
  2. Censo dos usuários do brasil
  3. Thread do segundo turno
  4. Dilma Rousseff é reeleita
  5. O que te irrita?
  6. Lurkers do brasil, porque?
  7. O que vocês estão lendo?
  8. Português aqui. Pergunte qualquer coisa.
  9. Revista tpm lança campanha #precisamosfalarsobreaborto "É necessário alertar a população sobre os dados, sobre as mortes, sobre o sofrimento dessas mulheres, e parar com o julgamento moral.”
  10. Eleições 2014

2013 (máx. 77 comentários):
  1. Marco Feliciano manda prender jovens que protestavam com beijo durante evento religioso
  2. Mostre sua localização no brasil
  3. Você é contra ou a favor da descriminalização das drogas?
  4. 5 causas que estão virando consenso no protesto
  5. Jovens que se beijaram "poderiam ter dado voz de prisão" a Feliciano por abuso de autoridade, diz diretor da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP
  6. Sobre os protestos e o insight de que era a direita tentando tomar o poder
  7. Se vocês tivessem que mudar para outra cidade do Brasil, para onde seria e porque?
  8. Coreia do Norte recebe apoio do PT, PSB e PC do B (PT, PC do B, PSB)
  9. Sim, eu sou um espírito de porco e um babaca. 4 motivos porque os protestos vão fracassar.
  10. Redditors, uni-vos! (convocação para participar dos protestos)

2012 (máx. 140 comentários):
  1. Mostre sua localização
  2. Redditors brasileiros, diga um pouco de ti pra nós. Como descobriu o reddit e quais são seus subreddits prediletos.
  3. Aumentar a comunidade brasileira no Reddit
  4. MPF em SP pede retirada da frase 'Deus seja louvado' das notas de reais
  5. Lista de subreddits em português
  6. Censo brasil
  7. Gírias brasileiras
  8. Help with brazilian food
  9. Eu sei que vocês não curtem muito, mas quais seriam os "memes brasileiros"?
  10. Qual sua opinião sobre as eleições de ontem?
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2020.09.18 14:49 Physical-Resolution4 Quero emigrar mas sinto-me perdido

Boas pessoal. Há já bastantes anos que quero sair do país e como acabei o secundário este ano e tenho algum dinheiro das poupanças decidi começar a preparar-me para ir embora daqui a uns meses. Estou a planear ir para Tbilisi, Geórgia e embora tenha dinheiro suficiente para lá viver durante uns dois anos sem trabalhar tenho medo de não conseguir emprego neste período de tempo pois não tenho absolutamente qualificações nenhumas tirando ter acabado o secundário (tenho 19 anos).
Decidi procurar algum trabalho que possa fazer a partir do computador (para poder ter uma "safety net" quando saie) mas até à data não tive sorte. Duvido que faça muita diferença mas sou fluente em inglês e intermédio em Russo. O meu CV é demasiado genérico devido à falta de experiência de trabalho.
Não tenho motivação ou paciência para continuar a estudar (ou viver) em Portugal. Se me arrepender posso sempre voltar mas neste momento sair do país é a minhar maior motivação para viver. O facto de toda a gente neste sub ter algum tipo de educação superior deixa-me nervoso devido a faltar-me a mesma.
Agradeço todos os conselhos que me possam ajudar a encontrar Sei que muitas destes problemas são básicos mas sinto que esta pressão para que tudo dê certo está a dar cabo da minha cabeça.
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2020.09.18 14:34 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 0: Introdução]

Post anterior: https://www.reddit.com/portugal/comments/itrx1l/estou_a_pensar_escrever_uma_s%C3%A9rie_de_textos_sobre/
Olá amigos.
Perguntei-vos se estariam interessados numa série de posts acerca da minha experiência enquanto emigrante no UK. A resposta pareceu positiva, por isso vou começar a publicar o que vou escrevendo. Este primeiro post serve de introdução para ditar o mote dos restantes; aproveito para deixar aqui uma série de notas que depois escuso de repetir nos seguintes.

Que merda é esta?

Há-de ser um relato mais ou menos organizado da minha vivência como emigrante, escritos de forma predominantemente episódica. Cada capítulo pretenderá abordar um tema diferente que, na minha opinião, poderá afectar outras pessoas na mesma situação que eu. Basicamente, cada capítulo relatará grosso modo uma situação que me fez pensar "puta que pariu, porque é que não me disseram isto antes?"
Mais concretamente, quero:
Antes de começarmos, algumas coisas importantes de referir:

O que é que vem a seguir?

Este post é uma introdução muito básica ao "projecto" que estou a começar. Neste momento tenho esta introdução escrita, e mais alguns capítulos pensados e alinhavados. Para já, tenho alguns temas principais acerca dos quais gostaria de (ou comecei a) escrever:
Não os vou escrever por ordem, garantidamente. Sintam-se à vontade para sugerir tópicos, já acrescentei um ou outro de comments no outro post. Vou tentar manter os posts ligados uns com os outros com um índice ali no topo.

Quem és tu, e porque é que hei-de querer saber disto?

Por razão nenhuma. Lê este; se gostares, provavelmente vais gostar do resto. Se achaste que é só um gajo a dissertar sobre temas da vida, então acertaste na mouche. Se não gostas de gajos a dissertar sobre temas da vida, talvez não gostes disto.
Eu sou um gajo qualquer, suspeito que parecido com muitos vós: casa dos 30, carreira em tecnologia, mania que é esperto, emigrado recente. Acho que a minha experiência enquanto emigrante é deprimentemente mediana, e é aí que vejo o valor deste esforço. Entre decidir que queria vir e o dia de hoje, passei por uma série de situações que suspeito que muitos outros também atravessaram, e para as quais gostaria de ter tido aviso. Alguns exemplos de que me lembro de repente:
Eu também não sabia de nenhuma destas (e outras coisas), e às vezes saiu-me do bolso não saber disso.
A minha experiência provavelmente foge da média em alguns aspectos cruciais: não vivo nem trabalho numa cidade, vim já com um contrato de trabalho permanente assinado, e por aí fora. Escrever sobre alguns desses aspectos talvez passe a ser mais um exercício de memória pessoal que outra coisa, ou talvez as minhas peripécias pessoas ressoem com alguém, logo vemos.

Motivação

Um bocadinho do que está por trás das razões que me trouxeram para aqui:

Porquê NÃO emigrar?

Quando fui entrevistado para a posição em que estou agora, o entrevistador final (depois de umas 5 entrevistas para a mesma posição) perguntou-me: "estás nessa empresa há coisa de um ano, porque é que te queres mudar?". A minha resposta foi simples: não quero.
Em Portugal a vida tem uma leveza que não consigo encontrar em mais lado nenhum. Ganha-se pouco, é certo, e as oportunidades são muito limitadas, mas:
e por aí fora. A minha vida em Portugal era de uma tranquilidade incrível. O trabalho era especializado e pouco exigente, trabalhava com amigos de longa data na minha área de formação (que adoro). A minha rotina estava extremamente solidificada, vivia numa cidade que adoro (ah Coimbra!), conseguia-me facilmente sustentar, vivia numa casa boa numa zona boa. Visto de fora, tudo estava OK. A opção fácil teria sido deixar-me ficar; tinha facilmente emprego para a vida e poucas chatices.
Ainda assim...

Porquê emigrar?

Há uma certa insatisfação que vem com o saber que chegaste ao topo muito cedo, e que o topo não é tão alto como querias. Eu sou extremamente ambicioso, não do ponto de vista materialista e egoísta, mas mais numa eterna ânsia de ser melhor no que faço. Eu tive a espectacular sorte de escolher uma profissão pela qual me apaixonei, e de ter conseguido sempre trabalhar nela estes anos todos. O meu trabalho foi aparentemente tendo qualidade, e fui indo por aí acima. Um mestrado vira doutoramento, que vira bolsas, que vira escrita de projectos, que vira posições em empresas, que vira posições séniores.
No entanto, há um tecto máximo para o que se pode fazer em Portugal na minha área: o mercado é dominado por empresas muito pequeninas, altamente subsidiodependentes, e nas quais honestamente não vejo futuro. Eu não quero passar o resto da minha vida profissional a trabalhar num "one-man army", eternamente a desenvolver soluções que nunca vão vingar porque, convenhamos, há limites para o que uma equipa pequena consegue fazer. É extremamente descolhoante ver o nosso trabalho, que toda a gente diz que é muito bom, ficar perpetuamente atrás por falta de recursos, ou manpower, ou investimento, ou o que lhe quisermos chamar. Dei por mim a tornar-me uma pessoa frustrada, daquelas que vêm as notícias e dizem mal de tudo, mesmo do bom; pequenino e sempre zangado. Decidi procurar outras coisas.
Mudei-me para o UK com contrato assinado para uma multinacional gigantesca, bom salário, boa zona do país e, acima de tudo, projectos incríveis desenvolvidos por pessoas com as quais tenho aprendido muito. Estou novamente no caminho certo.
Eu não me mudei pelo clássico "ganhar mais". Obviamente que triplicar o salário de um dia para o outro é fixe, obviamente que é fixe comprar carros a pronto (mais sobre isso mais tarde), obviamente que ir às compras e nem olhar para a conta é bom; mas há mais que mova um gajo. O salário é um factor, mas é um factor.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
Edit: desculpem a formatação manhosa no início, esqueci-me do modo markdown.
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2020.09.18 13:56 CantorDasRuas Ajuda. Decisão complicada. Trabalho em tempos de Covid

Pessoal estou numa encruzilhada.
Estou de momento refugiado na minha terra natal (3000~3500 habitantes), que por sua vez vai abrir postos de trabalho apenas em Janeiro (alguns na minha área). Sinto-me alegre e a salvo na minha terra natal....mas ao mesmo tempo sinto ansiedade por ter que esperar ate Janeiro, desempregado, embora financeiramente consiga suster a situação. A chance de conseguir esse posto de trabalho aqui na minha terrinha é bem possivel.

A minha outra opção é voltar a Lisboa e conseguir emprego numa consultora (outra vez). Não sei se tenho curriculo suficiente para conseguir entrar numa software house. (tenho 2 anos de experiencia na área da programação). Mas o facto da pandemia afetar as empresas e a saude, e a qualquer momento o cliente conseguir-me dispensar da empresa, é um risco que desmoraliza-me bastante, e leva-me a pensar que se calhar é melhor ficar onde estou mais uns tempos.
O que posso fazer neste momento? o que voces fariam? estou mesmo pelos cabelos e não sei qual a melhor decisão...
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2020.09.18 06:09 Red_Hobgoblin Eu não gosto de lembrar do primeiro ano do meu filho porque sinto que falhei com ele

Hoje eu tava conversando com minha mulher sobre quando meu filho tinha apenas 1 ano de idade. Hoje ele tem 2 e meio, e sempre que tocamos nesse assunto eu me sinto mal porque sinto que falhei com ele.
Vejam bem, eu sou homem e tenho 27 anos, meu filho não foi resultado de um plano, o que não quer dizer que eu não o ame nem nada do tipo, pois ele é a coisa mais importante da minha vida, mas quando ele nasceu eu estava em um subemprego [3 subempregos, na verdade], trabalhava o tempo todo, ganhava pouco e quando não estava trabalhando, estava estudando pra faculdade/concurso. Eu estava sempre cansado e estressado. Então minha mulher arrumou um trabalho também, e o meu filho tinha uns 8 meses de idade. Nesse ponto da história, eu larguei um dos meus 3 trabalhos pra poder cuidar dele enquanto ela estivesse trabalhando, mas continuava exaurido, porque, como vocês devem imaginar, cuidar de bebês é bastante cansativo e eu continuava tendo outros 2 empregos e faculdade.
E a verdade é que, durante esse período em que eu passava a maior parte do dia com ele, eu não estava lá de fato. Quer dizer, eu estava presente fisicamente, mas brincava muito pouco, conversava muito pouco e meio que só tava no piloto automático, cumprindo com a minhas obrigações minimas.
Hoje eu sinto uma culpa monstruosa por isso e por mais que eu faça de tudo pra compensar por essa falha, sendo presente, atencioso e um pai de fato eu me sinto extremamente triste, porque sei que eu nunca poderei consertar isso, pois ele nunca mais terá um ano de idade. Ele precisava da minha presença naquele momento e eu deixei o cansaço me vencer e não estive lá, estar presente hoje não completa minha ausência no passado.
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